01. Biologia
Cupins
são insetos sociais que datam de mais de 300 milhões de anos, vivendo em
colônias onde existem diferentes categorias de indivíduos. Os reprodutores, são
os únicos alados e que, em determinada época do ano saem do ninho, para formar
colônias. São vulgarmente conhecidos por “siriris”, “aleluias” ou “formigas
voadoras”.
A
rainha pode, teoricamente, pôr de 3 a 5 mil ovos por dia e vive 15 anos. Quando
a rainha morre, é automaticamente
substituída por outra secundária ou terceária. Tem o seu abdômen repleto de
ovos (o mesmo sofre uma transformação, adquirindo um enorme tamanho -
fisogastria), impedindo que suas patas alcancem o chão, permanecendo em um
determinado local do cupinzeiro, denominado “câmara real”. Outros indivíduos
que fazem parte desta casta são soldados, que possuem a cabeça maior, são cegos
e responsáveis pela defesa do cupinzeiro contra outros agentes invasores.
E,
por último, existem as obreiras, que se encarregam de todo o estrago verificado
no interior dos materiais atacados (papel, madeira, couro, tecidos, entulho,
etc.) e levam os alimentos, boca a boca, aos indivíduos acima citados.
Embora
possuam órgãos genitais, os mesmos são pouco desenvolvidos, sendo portanto
estéreis.
Os
cupins vivem, basicamente, da celulose encontrada nas raízes das árvores,
madeiras em geral e papeis. No interior de seus intestinos existe protozoário
(flagelados) que assimilam a celulose ingerida, transformando-as em açúcar de
vital importância para os mesmos, vivendo ambos, em perfeita simbiose. A
enxameação ou revoada verifica-se nas épocas de primavera e verão.
Atualmente
são conhecidas mais de duas mil espécies de cupins. A espécie mais encontrada e
também mais voraz é o cupim de solo ou subterrâneo.
01a. Identificação:
· Cupim de solo
São assim designados pelo fato de constituírem colônias
freqüentemente abaixo do solo. Para sobreviver, necessitam de um elevado teor
de umidade e suas colônias são bastante populosas, a ligação entre a colônia e
a fonte de alimento é feita por meio de túneis construídos com terra mastigada
pelos insetos. São lucífogos ou fotófogos (possuem aversão a luz). Seus
organismos possuem umas células nervosas que reagem desfavoravelmente à
presença de luzes.
Sempre que precisam passar pelo espaço descobertos,
constróem túneis para evitar a luz. Nem sempre o ninho principal está na área
construída, pode se encontrar nas imediações da construção. É muito comum
encontrar seus túneis em espaços existentes entre lajes, na rede hidráulica e
conduítes elétricos. Neste caso, desgastando as capas de fios, podem provocar
incêndios originários de curtos-circuitos.
·
Cupim de Madeira Seca (Brocas)
São Espécies xilófagas na maioria
das vezes (alimenta-se de madeira).
Pequenos besouros de coloração
escura, geralmente medindo de 1 a 9 mm.
Danificam móveis, portas,
batentes, madeiramento de telhados, etc.
A fêmea deposita seus ovos (de 20
a 80) nos vasos das madeiras, em frestas ou antigos orifícios de emergência.
Toda a fase larval se dá no
interior da madeira (esta fase pode durar até 2 anos).
A larva constrói galerias na
madeira durante todo seu estágio, quando se torna adulta abandona a madeira
através de uma abertura denominada orifício de emergência.
Sintoma de ataque: Resíduo muito
fino (semelhante ao talco), expelido pelo orifício de emergência do inseto
adulto.
No
tratamento devem-se usar produtos adequados e específicos para a cada situação,
com técnicas de aplicação e mão de obra adequadas sempre acompanhada por
técnicos especializados, a fim de que não se corra risco de qualquer natureza,
principalmente no que se diz respeito à saúde, de funcionários e usuários das
dependências a serem imunizadas. À maioria das vezes, não se observando certos
critérios, por ocasião de escolha da empresa contratada, corre-se risco de
desperdício de tempo e dinheiro, sem que haja uma solução final definitiva.
02. Tratamento
A prática tem mostrado, inúmeras vezes, que toda a qualquer
tentativa de extermínio destes terríveis insetos, deve obedecer a uma série de
critérios, tanto preliminares, como durante a operação de combate.
Mostra, por exemplo, que se deve usar produtos adequados e
específicos para a cada situação, com técnicas de aplicação e mão de obra
adequadas sempre acompanhada por técnicos especializados, a fim de que não se
corra risco de qualquer natureza, principalmente no que se diz respeito à
saúde, de funcionários e usuários das dependências a serem imunizadas. À
maioria das vezes, não se observando certos critérios, por ocasião de escolha da
empresa contratada, corre-se riscos de desperdício de tempo e dinheiro, sem que
haja uma solução final definitiva.
02a. Inspeção:
Seguramente é
a etapa mais importante para o controle. Com a ajuda de equipamentos especiais
os focos são identificados e mapeados . O objetivo é descobrir a real extensão da infestação e possivelmente
sua origem.
O trabalho é minucioso, abrangendo todo o local interna e
externamente, geralmente encontramos caixões
perdidos ( lajes sobrepostas) e
paredes duplas que precisam ser perfuradas
e verificadas internamente com o auxílio de um boroscópio ( aparelho
similar ao periscópio, porem em menor dimensão).
O madeiramento do telhado, instalações de caixas de água,
poços de elevadores e subsolo merecem também uma atenção especial, pois
geralmente é onde encontramos os maiores focos.
Para auxiliar a inspeção os serviços são acompanhados por
técnicos da área de construção civil que
direcionam o trabalho baseando-se em plantas de estrutura, hidráulica e de
elétrica fornecidas pelo contratante.
Depois da inspeção realizada, com base nos dados levantados
é elaborado um plano de trabalho, levanto-se em consideração o grau de
infestação, estrutura do local e a disponibilidade de horário e datas do
cliente.
Para a obtenção de um resultado positivo, de acordo com o
tipo de infestação e de estrutura do local são
adotadas as seguintes medidas de controle.
02b. Barreira Química:
Preconizada internacionalmente, como uma das principais
medidas a ser adotada no controle de cupins subterrâneos, tem por finalidade,
interromper as fontes de umidade para estes insetos, bem como, interromper o
fluxo de alimento para as colônias e sub-colônias.
O tratamento consiste, na infiltração de agentes químicos
cupinicidas no solo, visando obter uma barreira a nível de fundações, paredes
inferiores e outros locais que possam servir de acesso para os cupins.
Usualmente, o serviço é realizado através de perfurações em
série do piso (a cada 30 cm), nas proximidades das paredes, colunas, junta de
dilatação etc., com 50 cm ou mais de profundidade.
02c.
Terminsetização:
Tratamento preventivo e curativo para madeiras.
Consiste na aplicação de produtos impermeabilizantes,
preservativos, inseticidas e fungicidas. É aplicado diretamente no madeiramento
infestado, através de injeções, pincelamento e/ou encharcamento por bombas de
alta pressão. O produto utilizado possui alto poder residual alem de fornecer á
madeira uma camada impermeabilizante aumentando assim sua resistência.
02d.
Tratamento a Seco:
Aplicação de pó inseticida em todos os dutos elétricos,
telefônicos e de antenas.
Esses locais são muito utilizados como caminho para os
cupins.
Os conduítes tratados, terão seus terminais vedados com
massa inseticida, aditivada com hidrofugantes. É de fundamental importância não
se aplicar nada líquido nestes locais, pois caso contrário, haverá
possibilidade de curtos-circuitos e até incêndio.
03. Equipamentos
Para execução de um trabalho completo, eficiente e
principalmente que cause menos transtornos ao cliente, utilizamos vários
equipamentos especiais, como:
·
Kit de
inspeção:
Material exclusivo da “Combate”, contendo lanternas
profissionais, kit de coleta de insetos, lupa, chave de fenda multi uso, e o
sistema de spray compacto que serve para aplicar em fendas e frestas para
desalojar o inseto de seu esconderijo.
·
Pulverizador
elétrico de alta pressão:
Utilizado para pulverizar madeiramento de telhados e na
barreira química, fornece uma pressão constante com volume uniforme, essencial
para esse tipo de serviço.
·
Perfuradores
HILTI :
Furadeiras de alto impacto para uso profissional, são
rápidas e seguras, ideais para perfurar lajes e pisos de concreto. Como
acessórios utilizamos brocas com ponta de vídea com 60 cm de comprimento.